Sustenta que essa vida vale a pena. Argumenta que ainda não sabe o que quer da vida apesar de já ser aluno do curso de publicidade. Deseja amigos e festas na universidade. E lá está graças ao dinheiro do pai, provavelmente um senhor sem muito tempo (ou paciência) para se dedicar à família. Sua diversão vem do dinheiro desse mesmo pai ausente, e da atenção implorada aos amigos, tão tolos quanto ele.
Se drogar, se embriagar... nada disso é novidade em sua vida. Nem mesmo o amigo morto lhe serviu de exemplo. Queria estar ali para ajudá-lo, mas não pôde. Queria tê-lo em seus braços, nem que para dizer um sincero “eu te amo”, talvez o mais sincero dos amores que ele teve em toda sua vida. Decide-se por viver uma vida desregrada, e insiste, como se fosse uma penitência por não ser o queridinho do papai, o orgulho da mamãe. E mal sabe que em uma dessas madrugadas desvairadas o fim pode chegar, e sua vida não vai servir de exemplo pra ninguém.
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qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência... premeditada.
